domingo, 21 de agosto de 2011

19 de agosto - um dia para ser lembrado...



Acordei pela manhã, sozinha...
Me lembrei o motivo...
Maldito... Sai e não me avisa!

Uma manhã infernal de trabalho
Paciente alterado aos berros,
(Caralho)
Respira fundo, almoço.
Meu amado?
Não sei, sem almoço.

Ele liga, insiste
Preciso almoçar... Desligar
A Clínica está realmente
Impossível

Vou pra casa, conversamos
Quase fazendo as pazes...
Humpf... Ele Mente!

Pensa só, toda a base da nossa relação
Jogada e esfregada no Chão!
Ele Mente!

Furiosa, de volta ao trabalho...
(Não consigo trabalhar)
Dificil até de respirar.
Ai meus Deuses
Tenho que trabalhar.

Quer saber? Vou sumir hoje.
Desligar o Celular!
Vou me mudar...
Ninguem (ele) vai me achar!

Pensando comigo mesma,
Daqui a pouco ligo pra ela,
Encontro no curso,
E durmo lá...

Mas, lá vem a ligação, 
Cinco e meia, ja devia estar em casa...
Ele quer saber: "Que horas voce chega?"
Pra quê quer saber?
De novo, mesma resposta...

Então ele diz:
Eu te amo muiiiiiiiiito, muito mesmo...
E por te amar tanto, tive que mentir
Por que voce é infernal
Advinha e vê tudo
E não me deixa te preparar aquela surpresa...
Eu mentir, mas foi pra conseguir
Te agradar...
Vai pra casa e lê a carta 
E depois, vem me encontrar...

Pensei comigo: "Fudeu! 
Tenho que me desculpar!

A carta eu li, e chorei,
Era o começo da jornada da noite,
7 estações, em busca dele
O meu.

Ele contou a nossa história
Com os lugares em que nos encontramos
que compartilhamos
Como ele lembrava
Como eu gostaria de lembrar
Por 7 lugares eu passei...
Por 7 cartas eu viajei 
Nas lembranças do Meu
Amado e Sedutor
Amor.

Na última estação cheguei
Cansada, tensa e angustiada
E estavam lá nossos amigos
E ele chegou, do fundo
Do nada,
Como o nosso amor.

Um beijo, e em seus joelhos apoiou
Reforçando seu pedido
De divisão de sonhos
Perdidos e achados
Presentes e futuros
Nervoso...
Em meu dedo, Aquele anel
Colocou,
Com um pedido apenas:
Amor.

Sorri e assenti,
Aceitei
Também me ajoelhei.
Pedi.

E trocamos o mais doce beijo
Que podíamos
Que queríamos
E todos os presentes,
Sorriram, choraram
Assistiram

E eu, 
bem,
Ainda não me desculpei...
Te amutama